Del Rey Belina Guia 86 (ou seria Scala?)

Hoje abro espaço para um novo amigo. Há cerca de um mês apareceu um rapaz na oficina do meu sogro, meio desconfiado, tímido, que sequer havia estacionado o carro na frente da loja. Ele havia parado alguns metros antes, segundo eu soube depois.

Naquele dia, o Leandro levava pela primeira vez a sua Belina Del Rey 86 à oficina do meu sogro, que muitas vezes eu já mencionei aqui. O Leandro decidiu conferir se a tal oficina mecânica de fato seria capaz de consertar o carro que, vamos descobrir agora, desperta tanto carinho em seu dono.

Parece que o serviço foi bem feito, pois o Leandro voltou lá outras vezes para mais consertos, e hoje é um amigo. Eu ainda não o conheci pessoalmente, mas já nos falamos por telefone e por email, e até já ajudei a localizar peças para a Belina dele.

Qual não foi a minha surpresa ao receber as crônicas que passo a publicar no blog. Com fotos e tudo! Como veremos, o Leandro realmente curte o Belinão! Acompanhem a crônica.

Brincava com um amigo, como qualquer tarde comum depois da escola, tranqüilo. Brincava, mas era coisa séria, afinal não podia parar de brincar para atender ao interfone… Recebo o recado de que meu pai esta me chamando na portaria, recuso o convite, estou muito ocupado brincando. Ele insiste, só faltou dar bronca, desço contrariado.

Dia 7 de março de 1986, tinha 6 quase 7 anos… Lá estava meu pai, na rua, com a porta do carro aberta, azul, brilhando… Demoro a entender o que estava acontecendo. Sim, meu pai havia trocado de carro… Instantaneamente entendo o motivo daquela insistência para eu descer, e ele, lendo minha mente, convida para passear no carro novo…

Lembro de detalhes pitorescos, o painel cheio de zeros, com pouco mais de 30 km rodados, as luzes de leitura no teto para os passageiros do banco de trás, tudo cheirando novo. Boas lembranças.

Saímos da porta do prédio e demos uma volta no quarteirão, velho conhecido da minha bicicleta… E que volta, eu estava todo orgulhoso de andar no carro novo. Logo de cara passamos por uma valeta, nenhum barulho, macia, nem senti as ondulações…

Por um instante fiquei preocupado, o que seria do nosso carro antigo? Meu pai rapidamente explicou que vendera a um dos funcionários da fábrica dele, senti pena pois não sabia da troca, não me despedi… Nunca mais vi a antiga Belina prata, modelo do Corcel II, tipo LDO, 1979, lembro da placa até hoje.

A volta no quarteirão foi rápida, meu pai já estava cansado, era final do dia. Ao estacionar na garagem, pedi o manual do proprietário, afinal eram tantas novas teclas no painel, queria saber como cada uma funcionava. O rádio, então, cheio de botões e alavancas. Li, reli, li novamente… Expliquei alguns para meu pai, ele não deu muita importância, já conhecia, mas para mim tudo era novidade.

Na garagem, era o carro mais novo e reluzente, novinho, zerinho, e era do Meu Pai.

Sim, é ela, a Belina, ou Belinão para os íntimos, quem diria, 20 anos depois sob meus cuidados…

Tenho muitas lembranças dela, viagens mil ao Guarujá, uma raspada na coluna da garagem que meu pai deu, neblina a noite e eu morrendo de medo, malas da minha mãe no teto do carro… São tantas que precisaria de um livro para descrever detalhadamente todas elas.

Reveillon em Serra Negra, minha condição para buscar uma malha para minha mãe no chalé era de que eu fosse de carro (deveria ter 12, 13 anos) Distância pequena, coisa de 500 metros, lá fui eu com meu grande amigo ao lado, nunca tinha guiado fora da garagem, eu tremia, mas o carro não morreu, fui, voltei e estacionei, glória…

Aprendi mesmo a dirigir com o motorista da fábrica, ele deixava eu andar pra frente e para trás na garagem, moleza, sempre observei meu pai dirigindo, sabia tudo, quando mudar a marcha, ligar a seta, virar o volante.

Confiança demais raspei o retrovisor na parede… Entrei rápido demais na vaga da garagem, já de outro apartamento. Não estragou nem nada, mas eu sabia que aquele risco, imperceptível, eu que tinha feito. Aprendi a respeitar a Belina…

Adorava ir ao mecânico com meu pai, ele tinha que explicar tudinho que tinha feito e porque (depois ouvir a pechincha do meu pai) e se bobear como funcionava a peça trocada… Ainda tenho várias das peças trocadas guardadas no armário (sob protestos da minha mãe).

Em vinte anos de convivência, ela SEMPRE avisou antes de quebrar, fazia barulho, falhava, demorava pra pegar de manhã, empurrávamos e pegava no tranco, ai parava de vez. E lá vamos nós chamar o guincho. Era só ouvir suas reclamações e pedidos… Existe uma EXCEÇÃO, controversa sob meu ponto de vista, mas uma vez voltando do Guarujá, a mangueira do radiador furou e fundiu o motor… Passamos o dia inteiro na serra da Anchieta, sendo devorados pelos mosquitos, época que não tinha celular e tínhamos que esperar a ajuda da DERSA.

Tempos difíceis, dinheiro curto, a Belina virou carro da fábrica, carregava costura por São Paulo afora, mercadoria da fábrica, balcão e manequins, cabia de tudo… E ela foi sofrendo, calada…

Teve um acidente na sua vida, o novo motorista da firma bateu na Fernão Dias (num Chevette), ele nem deixou meu pai ver a Belina batida… Levou para um funileiro amigo dele, e consertou. Quem viu o carro batido disse que foi feio, eu não vi…

Na escola, a Belina era conhecida e famosa. Principalmente quando a suspensão começou a fazer “nhec-nhec”. Todos meus amigos diziam “Lá vem o Leandro…”.

Compramos outro carro, nosso apartamento possui apenas uma vaga na garagem, ela passou a dormir na rua… Foi aberta por ladrões duas vezes, não levaram nada de valor. Sol, chuva, sol, sereno, chuva, folhas, a ferrugem começou a crescer, ela passou a andar cada vez menos. Não era mais o carro para viajar, pegar estrada, passear, não era “confiável”…

Como eu gostava, gosto e sempre gostarei de carro, adotei a Belina para mim. Ainda tinha placa amarela, tínhamos que “evitar” a polícia… Regularizamos, ganhou placa cinza, as multas ficaram pra depois (Brasil…).

Na faculdade, os mais próximos conheceram o Belinão… Alguns tinham medo de andar nela, outros riam, mas era marca registrada. Poucos tiveram o privilégio de dirigir, com a idade ela passou a ficar manhosa, cheia de truques para ligar. Quem guiou, gostou…

Nesses últimos anos ela pouco rodou, 4.000 km em cerca de quatro anos… Em compensação, resolvi adotá-la de vez… Devagar e sempre venho arrumando tudo o que o bolso permite, tudo que localizo nos desmanches, tudo que acho pertinente.

Não existe prazer maior ao dirigir que passear com ela pelas ruas de São Paulo… Seja no domingo de manhã, sem trânsito, seja aterrorizando motoristas desatentos e folgados no trânsito pesado. Ganhei todas as disputas no trânsito (mesmo quando estou errado…).

Ontem, 02 de setembro de 2006, ela fez 300.000 km rodados. Calculei friamente para que virasse exatamente onde eu queria, com a companhia que eu queria. Como presente (sim, meus carros ganham presente) ganhou lavagem e combustível. Também ganhou vaga coberta num estacionamento, afinal considero que já pode despertar a ganância dos gatunos, além de retardar a ferrugem que insiste em crescer.

Belina do Leandro

Belina com 300 mil km

Até hoje encontro pessoas do passado, que lembram e perguntam “E aquela sua Belina, o que você fez com ela?”.

Falta muito, talvez nunca termine de arrumar, reformar, mas vale a pena… Quem sabe o que o futuro reserva? Se depender de mim, muitos km a percorrer, em estado de 0 km, igualzinho aquele dia que eu não queria parar de brincar e descer na portaria do prédio…

Leandro

Como podem ver, o Leandro é um apaixonado por seu carro, assim como muitos de nós. Em homenagem a ele, eu publico um anúncio de época que encontrei em algum site (não me recordo onde). É da Belina Del Rey 1986. A curiosidade que talvez o próprio Leandro possa esclarecer é que no anúncio ela aparece como Scala, e eu não sei se isso ainda constava no documento. Que tal os proprietários de Belina nos ajudarem a esclarecer esta dúvida?

Anúncio da Belina Del Rey 1986

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30 Respostas para “Del Rey Belina Guia 86 (ou seria Scala?)

  1. Amantes da Belina. Estou com muitas dificuldades para achar a CORREIA DA BOMBA DA DIREÇÃO HIDRÁULICA. Estou sem direção porque não acho a bendita. A minha é ano 1989 , vermelha, quase tudo original mas estou muito triste por não poder dirigi-la mais. Se alguém souber , por favor, entre em contato gmaranha@bol.com.br

  2. Boa tarde sou proprietario de uma belina guia de ano 89 ela só falta ter ar de resto tem tudo!! barulhos de tampa rangido de suspensao e é o meu carro e meu filho de 4 anos já gosta tanto dela que quando ela vai ao mecanico ele fica chateado em nao estar com O BELINA COMO ELE FALA!!!

    eu nao consigo colocar fotos da minha belina mas gostaria de compratilhar a alegria de ter ela com voves!

  3. entao amigo da Belina tambem tenho uma 1990 e não me arrependo so esta faltando uma pintura pois ja tenho ela a 13 anos mas so vive na garagem so utilizo quando estamos de ferias ai botamos ela na estrada e é uma maravilha, um conselho para ficar longe da ferugem copre 2 litros de anti-rust é uma graxa liguida e aplique por baixa e no lastro embaixa dos tapetes e dentro das caixas de roda e uma maravilha depois que fiz ja tem 10 anos que não fiz nada na chaparia e não apareceu nenhuma ferrugem.

  4. Olá amigo, tenho uma Belina II 1.6 L 85/86, realmente é um carro q não deixa a desejar, anda bem, super econômica faz 16 km p/l viajando…fazem 3 anos q estou com ela e nunca me deixou na estrada ( nunca mesmo ), e esta super inteira, só tem a tampa trazeira q sempre faz barulho…mas vou resolver esse problema. Não troco por carro nenhum…posso até comprar outro, mas da Belinona não me disfaço por nada.

  5. Esse barulho era “ítem de série” nas Belinas, Fabrício. :(

    O que diminui um pouco, mas não soluciona, é manter as borrachas “novas” e os batentes bem regulados, para que a tampa vibre pouco e gere pouco ruído. Mas mesmo assim, ainda há muito ruído.

    Outro ítem que gera ruído, é o banco traseiro. Se os batentes não estiverem bem ajustados, idem. Aquela “sapata de borracha” dos batentes do banco traseiro é a geradora de ruídos, principalmente qnd a trava já não está “tudo aquilo”. Na minha (E nas 7 que meu pai teve na década de 80…) um “teco” de carpete em cada uma resolve.

    Já a tampa… Contente-se. Passar vaselina nas borrachas/tampa ajuda e diminui pra caramba. Só que gruda uma sujeira do cão! Nem aconselho tentar.

    Tente deixar o ajuste da tampa “mais justo” a ponto de ter de empurrar com uma força sutil para travar. Algo como bater a porta de leve. Ameniza mas não resolve. :(

  6. Olá, meu nome é Fabrício, sou de Palmeira das Missões-RS, sou admirador das Belinonas…tenho um raro exemplar, uma Del Rey Belina Ghia 1.8 ano 1991, cor dourada, estou ajeitando ela, aos poucos e como o $$ dá, está ZERO KM de mecânica, refiz toda a suspensão dela, mas ainda tenho um baita problema, queria uma idéia, to com muito barulho na tampa traseira, e NÃO tem jeito de ajeitar, troquei batentes, fechaduras e afins, e nada, será que há alguma idéia de como posso consertar isso, pois é meio chato arrumar tudo nela e ficar com esse incômodo, desde já agradeço. e-mail fabriciocalegaro@hotmail.com

  7. Olá Luiz,

    Eu não conheço um clube da Belina, mas aqui no blog você encontrará muitos fãs do modelo. A origem do nome Scalla é mais ou menos esta: havia o Corcel I e a Belina, em produção desde o início dos anos 70. Quando a Ford lançou o Corcel II, atualizou também as linhas da Belina, mantendo o mesmo nome. Em 81, com o lançamento do Del Rey, não havia previsão de lançamento da “Belina Del Rey”. Só em 83 foi lançada a Station Wagon derivada do Del Rey, e que para diferenciar da Belina foi batizada de “Scalla”.

    Portanto, naquela época as concessionárias da Ford tinham a Belina e a Scalla. Praticamente o mesmo carro, só que uma mais luxuosa que a outra. Com o passar do tempo, a linha foi unificada: sumiu o nome Scalla. E depois sumiu o Corcel (1986), ficando então o Del Rey e a Belina Del Rey até 1991.

    Um ford abraço,
    Marcelo

  8. Tenho uma belina 85, 107mil Km. toda otiginal, pintura novissima cor cinza! onde ela ta disperta curiosos, ela possui chave reserva, manual. Unica coisa que naum eh original dela, eho parachoque traseiro. Que ja estou atraz de um. Era do meu avo, unico dono ele me deu ela, estou pesquisando masi sobre ela, porque ela vem del rey guia, e numa faixa lateral diz scala tambem! Queria saber mais, se existe algum clube de belina, se existe muitas pessoas que admiram belinas.

  9. Carro inesquecivel possui uma 1986 modelo 87 modelo de trasição entre a scala e a belina era completa tihna todos os opc ar direçao e outros .
    Ela usada custava menos que uma parati CL do mesmo ano que se quer chega aos seus pes para mim o unico defeito era apena esistir a verção de duas porta no mais não deixava nada a desejar

  10. Gostei muito da história. Tenho uma ano 90 , há mais de 11 anos e está parada pra conserto e por falta de dinheiro , já tem mais de um ano .No documento está Del Rey belina guia 1.8, motorzão AP. , época da saudosa Autolatina. Ao meu ver quem ganhou no casamento Ford/VW , foi a Ford que de graça colocou um motor melhor que o CHT. Mesmo estando parada há tempos , muitos me procuram pra comprá-la, mas não penso duas veses em dizer NÃO. Tenho uma Quantum 87 , mas quem tem ou teve |Del Rey sabe do que estamos falando. Procura no Google , BELINA 2010 , veja que show de bola ficou a nossa guerreira. Pena que dificilmente vão lançar por aqui. Como o Eduardo disse . o difícil é achar detalhes de acabamento , mas com perseverança se acha.

  11. Este detalhes da Belina são fáceis de achar/conhecer. Qualquer revista de época tem. No Youtube tem uns videos de comerciais antigos. Também dá para pesquisar. O mais complicado, é achar as peças originais… Estou “arrebanhando” peças originais para a minha 1.8 Ghia. Mas é complicado e caro quando acha algo decente.

  12. Olá Regis,

    Acompanhe aqui as postagens sobre a belina do Leandro. Atualmente ela está na oficina sendo reformada. Assim que ele me enviar fotos e detalhes do processo, posto no blog.

    Um ford abraço,
    Marcelo

  13. Olá, gostaria de uma grande ajuda! eu tenho um carro ford belina 2 gl 1.6 alcool e gostaria muito de reformar toda original…! más preciso de fotos de todas as partes do carro para mim saber de todas as peças sertas desse modelo as peças originais…! tais como painel , assentos , os frisos, e ai por diante todos os detalhes…!!! se algué puder me ajudar me enviando essas fotos , eu agradecerei muito…
    Obrigado

  14. ola um abraço a todos os apaixonados por belina de fato o carro e muito gostoso nao resta duvias comprei uma 86 a poucos dias e estou regularizando mecanica e documentaçao para andar tranquilamente e poe tranilamente nisso

  15. eu desejo um feliz natal e prospero ano novopara voces tudo que participou dessa hitoria que deus abençoe voces e suas familias e muita prosperidade um abraço para todos

  16. Boa noite!!!
    Meu amigo, ri e recordei de muitos momentos em que eu possui o meu delrey guia 89. Confesso que ate hoje foi o meu melhor carro e olha que ja tive um honda civic!! mas amigo….del rey é del rey… tive a façanha de ir ao rio de janeiro a minha casa em nova friburgo com uma garrafa dágua de dois litros no chão do carona SEM DERRUBAR!!! NA descida daPaulo de Frontein para o centro do RIO ao me distrair na direção derrapei feio com a pista molhada as 06:00 da manha e não perdi o controle – sorte? milagre? tecnica? – quem vai saber? agradeço a DEUS apenas pelo pior nao ter acontecido; e claro elogio tbm o meu del rey pela estabilidade e maciez. Tenho essas e muitas historias para compartilhar junto com meu delrey; só lamento não te-lo mais…mas a recordação e saudade do meu primeiro carro apelidado pelos meus amigos da época de banheirão e com eles muitas aventuras e cenas e lembranças mui engraçadas!!!

  17. leandro eu quero com orgulho te dar meus parabens pela sua historia eu tenho uma belina ano 1986 guia direçao hidraulica e trio eletrico enteirona pois nao tem carro melhor em conforto e espaço hoje estou vendendo ela mas com o coraçao apertado mas e um carrao um abraço

  18. No início da década de 80, existiram as linhas Corcel (os carros de entrada da Ford) e Del Rey (linha de luxo, em substituição ao Landau). A Scala surgiu como alternativa luxuosa da perua Corcel II (Belina II) em 1982. Tinha “tudo” o que faltava na Belina (Vidros e travas elétricos, climatizador de ar, veludo nos bancos…) em ítens de luxo/conforto.

    Enquanto existiu a linha Corcel, existiu a Scala, uma vez que a perua Corcel de 85 e 86 levavam a denominação Belina ainda, já sem a designação “II”.

    Após a saída de linha do Corcel, a perua Del Rey adotou o nome Del Rey Belina.

    E eu, ORGULHOSAMENTE, possuo um Del Rey Belina 1.8 Ghia 1989/90 Cinza Londres Metálico, que completará 21 anos de “vida”, no próximo dia 3 de agosto. :)

    Comprei pois as Scala/DR Belina eram meu “sonho de consumo” quando eu tinha 7 ~ 10 anos de idade, depois de meu pai ter tido 7 Belinas Corcel.

    Fiz algumas pequenas alterações mecânicas nela par dar um “novo ânimo” nela. Mas a parte estética continua original, salvo um amassado no paralamas dianteiro esquerdo e uns pequenos pontos de ferrugem em algumas partes e o friso de alumínio da lanterna traseira direita que me “arrancaram” no prédio…

    Com o tempo pretendo achar o radiador de ar quente dela (que está com a entrada quebrada), trocar a caixa de fusíveis (que derreteu em volta do fusível da ventoinha do radiador e nunca teve tampa), trocar a parte metálica do quebra-vento do motorista, fazer a funilaria para deixá-la zerada de lata e reformar a tapeçaria (não que haja necessidade…) só para ter como se fosse zero km.

    Enfim… Apesar de toda a idade e das pequenas “coisinhas” que tenho de fazer nela, é meu carro “xodó”. Ninguém além de mim dirige ela… Confesso que é uma das poucas coisas que tenho ciúmes. E não é pouco.

    Parabéns pelo Blog, Marcelo. Sempre estou “bisbilhotando” ele. Continue assim!

    Abs à todos!

    Eduardo
    AKA Loko.

  19. Bela história Leandro ,é muito bom saber que ainda existem pessoas assim como você ,que guardam com carinho as boas recordações da vida! Marcelo é a primeira vez que deixo um comentário em seu blog ,porém já o acesso à muito tempo e gostaria de parabenizá-lo por essa iniciativa. Descobri seu blog quando pesquisava no google sobre a história do Del Rey ,e desde então sempre fico ligado nas dicas sobre o nosso querido Del Rey. A propósito o seu está muito bonito e logo logo estará rodando de placa preta… muito bacana! Eu ainda não sou proprietário de um Del Rey ,mas tenho certeza que ainda irei realizar esse sonho! Um forte abraço à todos os amantes do antigomobilismo e principalmente aos amantes do nosso querido Del Rey!!!

  20. Leandro, mande fotos da sua belina! Faço aqui um protesto, pois até hoje só eu mandei fotos do meu del rey. Cade os outros proprietários? Nao interessa o estado do carro o que interessa é que os amamos. O meu eu nao vendo e só empresto pro meu irmao. E tem mais essa história de nao ser mais confiável eu vou deixar de lado. Estou revisando o meu para ser o meu carro de viagens e nao de uso diário como está sendo. Quantas vezes viajei num GL 88 Dourado que meu pai teve por longos anos. Gostaria de acha-lo porém só tenho o numero da placa que na época era amarela. Se alguem souber se tem jeito de descobrir a cinza me diga pois quero compra-lo novamente. abraço a todos.

  21. Caro Marcelo,
    Realmente o nome oficial dela é: Marca – Ford, Modelo – Del Rey Scala Guia (nos documentos). Não vinha escrito Belina em nenhum lugar.
    As calotas do seu anúncio são as originais que vieram com ela, mas meu pai trocou pelas “novas” depois que duas foram roubadas, infelizmente não tenho mais as antigas.
    Abraço,
    Leandro

  22. Linda a Escala. No final de 1986, começou a decadência da linha.
    Mudaram o nome da escala para Belina ao invez de criar mais diferenças entre elas.
    Anuncianram o fim do Corcel.
    O mercado esperava novidades para o Del Rey e nada veio.
    A partir deste momento o carro que vendia muito bem, começou a cair de vendas por pura incompetencia da Ford que nunca soube exergar os sinais do mercado e reagir ao mesmo, e para piorar não investia.
    Uma pena porque esta linha poderia ter evoluído ainda mais.

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